Dubitando, ad veritatem parvenimus... aliquando! Duvidando, chegamos à verdade... às vezes!
 
A Palestina no tempo de Jesus, segundo escritos do século I
Templo de Jerusalém, segundo uma moeda do ano 135 d. C.
Templo de Jerusalém, segundo uma moeda do ano 135 d. C. Esclarecimento

Neste «sítio», a designação tradicional de «Palestina» é usada com o sentido de «Terra Santa», embora não seja a denominação bíblica para essa terra.

Ao usar esta designação, o autor do «sítio» não pretende tomar posição sobre os conflitos entre Israelitas e Palestinianos.


Introdução | Medidas de Comprimento | Bibliografia

INTRODUÇÃO

Este opúsculo contém excertos de três autores do século I: Flávio Josefo, Plínio e Tácito, que fazem a descrição da Palestina, nesse século.

1- FLÁVIO JOSEFO

Nasceu a 37 d. C. e foi sacerdote do templo de Jerusalém. Tendo participado, como oficial, na primeira guerra dos Judeus contra os Romanos, acabou por se passar para o inimigo e escreveu, em Roma e dirigidas aos Romanos, as seguintes obras em grego: HISTÓRIA DA GUERRA JUDAICA (B. J.), ANTIGUIDADES JUDAICAS (A. J.), CONTRA APIÃO (C. Ap.) e AUTOBIOGRAFIA (Vita). Estas obras são a principal fonte de informação sobre a Palestina no século I.

2- C. PLÍNIO SEGUNDO

Funcionário militar e civil, historiador e enciclopedista, nasceu em 23 d. C. e morreu na erupção do vulcão Vesúvio, em 79. A obra HISTÓRIA NATURAL, enciclopédia em 37 livros, escrita em latim, na qual surge uma descrição da Palestina, é a única obra que chegou até nós. Trata-se de um condensado de conhecimentos extraídos de outros autores; todavia, como ele foi chefe de estado-maior do imperador Tito, durante a guerra contra os Judeus, a descrição da Palestina que aqui apresentamos tem, certamente, a qualidade de ser de uma testemunha ocular.

3- PÚBLIO CORNÉLIO TÁCITO

Historiador romano nascido por volta de 55 d. C., escreveu, em latim, as seguintes obras: HISTÓRIAS e ANAIS. Em Histórias, faz uma descrição de Jerusalém, a qual é aqui apresentada.

Ao escolhermos para este opúsculo o subtítulo Segundo Escritos do Século I, tivemos a clara intenção de eliminar dele a credibilidade nas descrições fantasistas da Mishnáh e do Talmud em geral, que, como se sabe, são condensados de tradições orais dos rabinos Judeus, redigidos demasiado tardiamente, a partir do fim do século II ou do início do século III. A Mishnáh e o Talmud em geral merecem a mesma credibilidade histórica que os Evangelhos Apócrifos: são aliciantes por não se saber o que existe de verdadeiro neles, mas não servem de livros de História! (Certamente que, de tantas coisas que dizem, têm de acertar algumas, pelo menos por mero acaso!) Apesar disso, os livros de história e de interpretação do Novo Testamento continuam recheados de argumentações tiradas da Mishnáh e do Talmud em geral. Até há quem chegue a «demonstrar» que certas passagens dos Evangelhos, e em particular da paixão de Jesus, são historicamente falsas, por contradizerem a Mishnáh! É como dizer que Pedro Álvares Cabral não descobriu o Brasil, por causa da greve dos pilotos dos aviões!

MEDIDAS DE COMPRIMENTO

(Apresentamos as três propostas mais habituais. Inclinamo-nos para a primeira, embora saibamos que as medidas indicadas pelos Antigos devem ser entendidas como aproximações).

Légua (30 estádios) 5 328 m 5 550 m 5 400 m
Milha Romana (8 estádios) 1 420, 8 m 1, 479 m 1 440 m
Estádio (400 côvados) (600 pés) 177, 6 m 185 m 180 m
Plectro (100 pés) 29, 6m 30 m -
Vara (6 côvados) 2, 664 m 2, 7 m -
Braça (4 côvados) (6 pés) 1, 776 m 1, 85 m 1, 8 m
Côvado Romano (6 mãos) (1 pé X 1, 5) 0, 444 m 0, 45 m -
Côvado da Toráh (?) 0,48 m - -
(1 côvado / 1, 5) 0, 296 m 0, 3 m -
Palmo (1 côvado / 2) 0, 222 m 0, 225 m -
Mão (1 côvado / 6) 0, 074 m 0, 075 m -
Dedo (1 côvado / 24) 0, 0185 m 0, 01875 m -
[Côvado Filitariano (7 mãos)] 0, 525 m - -

BIBLIOGRAFIA SUMÁRIA
Fontes

  1. A BÍBLIA DE JERUSALÉM, Edições Paulinas, S. Paulo, Brasil, 1986.
  2. BIBLIA VULGATA, Biblia Sacra iuxta Vulgatam Clementinam, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 2002. Disponível na Internet.
  3. FLAVII JOSEPHI OPERA GRÆCE ET LATINE, vol. I e II, Editore Ambrosio Firmin Didot, Parisiis, M DCC LX V.
  4. Flavius Josèphe, ANTIQUITÉS JUDAÏQUES, tomos III e IV, tradução para francês e notas sob a direção de Théodore Reinach, Ernest Leroux Edit., Paris, 1904 e 1929. A obra integral de Flávio Josefo, tradução para francês e notas sob a direção de Théodore Reinach, está disponível na Internet.
  5. Flavius Josèphe, CONTRE APION, Société d'Édition "Les Belles Lettres", Paris, 1930.
  6. Flavius Josèphe, GUERRE DES JUIFS, tomos I, II e III; ed. bilingue; tradução para francês e notas por André Pelletier S. J.; Société d'Édition "Les Belles Lettres", Paris, 1975, 1980 e 1982.
  7. LA BIBLE, Bible de Jérusalem, Les Éditions du Cerf, 1998. Disponível na Internet.
  8. Nova Vulgata Latina, disponível na Internet.
  9. Novo Testamento em grego, disponível na Internet.
  10. TEXTES D'AUTEURS GRECS ET ROMAINS RELATIFS AU JUDAÏSME; ed. bilingue; textos reunidos, traduzidos para francês e anotados por Théodore Reinach; Ernest Leroux Edit.; Paris, 1895.
  11. Tratado MIDDOT, disponível na Internet.
  12. Etc.

Obras Sobre Arqueologia ou História ou Fornecedoras de Gravuras para Análise

  1. A. Cohen, LE TALMUD, Payot, Paris.
  2. A. Olivan ofm, M. Du Buit op, RETOUR AUX SOURCES, Pèlerinage en Terre Sainte, s/ edit., s/ d.
  3. Alfred Läpple, A BÍBLIA HOJE, 3.ª ed., Ed. Paulinas, S. Paulo, 1984.
  4. CAMINHOS ATRAVÉS DE JERUSALÉM, Duplo CD-rom, SoftKey Multimedia Inc., 1996.
  5. Dante Alimenti, SEGUINDO A JESUS, 3 vols., Ed. Verbo, 1991.
  6. Florentino Díez Fernández, GUÍA DE TIERRA SANTA, Verbo Divino, 3.ª edición.
  7. Ivo Meyer, Joseph F. Spiegel, DESCOBRIMOS A BÍBLIA, Ed. Loyola, S. Paulo, 1984.
  8. J. Machado Lopes, ATLAS BÍBLICO, Difusora Bíblica, 2.ª ed., Lisboa, 1984.
  9. Jaime Vásquez Allegue, PARA COMPREENDER OS MANUSCRITOS DO MAR MORTO, Gráfica de Coimbra.
  10. JESUS NO SEU TEMPO, Seleções do Reader's Digest, Lisboa, 1988.
  11. Joaquim Jeremias, JERUSALÉM NO TEMPO DE JESUS, 2.ª ed., Ed. Paulinas, S. Paulo, 1986.
  12. Joaquín González Echegaray, ARQUEOLOGÍA Y EVANGELIOS, Editorial Verbo Divino, Navarra, 2002.
  13. John Drane, JESUS, 2.ª ed., Ed. Paulinas, S. Paulo, 1987.
  14. John Wilkinson, JERUSALÉM ANNO DOMINI, Melhoramentos, S. Paulo, 1993.
  15. Joseph Rhymer, OS POVOS DA BÍBLIA, Melhoramentos, S. Paulo, 1990.
  16. Kurt A. Speidel, A SENTENÇA DE PILATOS, 2.ª ed., Ed. Paulinas, S. Paulo, 1982.
  17. Miriam Feinberg Vamosh, A VIDA DIÁRIA NO TEMPO DE JESUS, Editorial Franciscana, Braga, 2003.
  18. O EVANGELHO QUE NÃO CONHECEIS, 2.ª ed. Ed. Paulistas, Lisboa, 1986.
  19. Peter Connolly, A VIDA NO TEMPO DE JESUS DE NAZARÉ, Verbo, Lisboa, 1988.
  20. Revista LE MONDE DE LA BIBLE, n.º 60.
  21. Vários autores, DICIONÁRIO BÍBLICO, Ed. Perpétuo Socorro, Porto, 1983.
  22. Etc.
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